quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Excesso de livros ou escassez de leitores?

Por: José Pastore

Os dados sobre hábitos de leitura nos levam a um paradoxo. O Brasil apresenta uma produção de livros bastante razoável. Ao mesmo tempo, a média anual de livros lidos é muito baixa. Como explicar isso?

Em 2010 as editoras brasileiras publicaram quase 500 milhões de livros, um aumento de 23% em relação a 2009 - muito expressivo. O número de exemplares vendidos no mercado (livrarias, internet, porta em porta, etc.) cresceu 8,3%. Se incluirmos as vendas ao governo, o aumento foi de 13% (Censo do Livro, Fipe/CBL/Snel, 2011).

Ao mesmo tempo, fala-se que o brasileiro lê 1,8 livro não acadêmico por ano. Nos países desenvolvidos essa média é de 10 obras lidas. Na França são 25 livros por ano! Num estudo da Unesco realizado em 52 países, o Brasil ocupou a 47.ª posição.

Afinal, o que está havendo? Excesso de livros ou escassez de leitores?

Decifrar esse paradoxo é um desafio. Não se pode negar que, para a maioria dos brasileiros, o livro no Brasil ainda é caro, apesar de ter barateado ultimamente. Isso explica por que 66% dos livros publicados estão nas mãos de 20% da população. Além disso, o País tem apenas 2.500 livrarias - um número minúsculo perto das 110 mil lan houses. Para muitos, a informação digital está chegando antes do que a impressa. O número de bibliotecas é irrisório e as bem equipadas são raras. O mais grave, porém, é que cerca de 14 milhões de brasileiros com idade superior a 15 anos não sabem ler (dados do Censo de 2010). E, ainda por cima, o analfabetismo funcional atinge 40 milhões de pessoas.

Não surpreende que, para essa enorme parcela da população, falta o hábito de leitura. Pesquisas recentes mostram que crianças que testemunham seus pais lendo tendem a ler bastante na vida adulta. As outras leem pouco. Ou seja, o hábito de leitura é transmissível de geração para geração (Anna L. Mancini e outros, On intergenerational transmission of reading habits in Italy, Boon: Institute for the Study of Labor, 2011).

Quem tem o hábito da leitura lê em qualquer circunstância: na escola, em casa, no transporte, no livro de papel ou na tela do computador, enfim, em todo lugar. Muitos se tornam compulsivos.

A adolescência é a fase em que as pessoas mais leem. Passado esse tempo, é muito difícil transformar um não leitor em leitor. Por isso, é bem provável que a baixa média de leitura no Brasil esteja sendo puxada para baixo pelos vários milhões de adultos que nunca chegaram a formar um bom hábito de leitura.

Essa é a opinião de Ignácio de Loyola Brandão. Ele, que viaja o ano inteiro pelo interior do Brasil, está impressionado com o grande interesse que os jovens demonstram pela leitura. Nas comunidades mais longínquas e nas mais baixas faixas de renda eles encontram uma maneira de conseguir os livros emprestados, "devorando-os" em pouco tempo. Em sua opinião, os estudantes brasileiros estão mantendo grande familiaridade com os livros. A média de leitura desse grupo deve estar muito acima da marca de 1,8 livro por ano.

Estaria, assim, o paradoxo decifrado? É provável. O avanço da produção editorial e a ampliação das matrículas escolares, ao lado das ações de governo para baratear e divulgar os livros, devem ser sentidos nos próximos anos. Quem está lá na ponta, conversando com os adolescentes, como faz o meu amigo Ignácio, já percebe essa mudança. É uma boa notícia.

Mas nessa empreitada precisamos ir depressa, porque a corrida é em relação a um ponto móvel. Nos dados do Índice de Desenvolvimento Humano de 2011, o Brasil perdeu posições por causa da má qualidade da educação. Estamos atrás de Jamaica, Bósnia, Líbano, Chile, Uruguai, Argentina e outros. Até a Venezuela nos passou na frente. E, para melhorar a educação, ler é essencial. Na verdade, ler é educar-se.

José Pastore é professor de relações do trabalho da FEA-USP e Presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da FECOMERCIO-SP.

Fonte: O ESTADO DE S. PAULO - Terça feira, 6 de dezembro de 2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

II Encontro de Administradores de RH

O Segundo Encontro de Administradores de Recursos Humanos foi realizado no último dia 30 de novembro no Auditório do CRA/RJ, Gilda Nunes, abordando o tema: "Pessoas e Organizações em Transformação: Desafios e Oportunidades". O Evento contou com quatro Palestras ao longo do dia.

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O Presidente do Conselho Regional do Rio de Janeiro, Adm. Wagner Siqueira abriu o evento: "Para que o Gestor de Recursos Humanos torne mais conseqüente, mais objetiva a sua ação gerencial, ele precisa estar efetivamente bastante consciente das circunstâncias que cercam o seu momento". Em seguida o Coordenador da Comissão Especial de Recursos Humanos do CRA/RJ, Adm. Luiz Henriques deu as boas-vindas a todos participantes e apresentou os integrantes da Comissão: Adm. Reinaldo Faissal, Adm. Marcelino Assis, Adm Luiz Salles, Adm Carlos Ernani, Adm. Neide Venâncio, Adm. Rosangela Arruda e Adm. Rosanea Oliveira.

O evento também contou com a presença do Professor Bernardo Leite e do Presidente do GRUPISA (Grupo de Permuta de Informações Salariais), Carlos Monnerat Rocha.

O Adm. Marcelino Tadeu de Assis é professor de cursos de graduação e de pós-graduação, membro da Comissão Especial de Recursos Humanos do CRA/RJ e autor do livro Gestão de Programas de Remuneração: Conceitos, Aplicações.

O Professor Bernardo Leite é especializado em Administração de empresas, tem experiências empresariais nos níveis gerenciais e diretivos. Palestrante e Pesquisador, com vários artigos e estudos publicados. Professor de pós-graduação do Instituto Hoyler, INPG (Instituto Nacional de Pó-Graduação) e do MBA do Instituto de Mauá de Tecnologia. Especialista em comportamento organizacional e atua na atividade de consultoria desde 1980. É autor do livro "Ciclo de Vida das Empresas". Sócio-Diretor da Bernardo Leite- Consultoria Empresarial.

O Adm. Reinaldo Faissal é Mestre em Gestão Empresarial pela EBAPE - FGV-RJ e pós-graduado em Docência Superior pelo ISEP-RJ. Atua há mais de 30 anos em Recursos Humanos, tendo ocupado cargos gerenciais e de Diretoria em empresas nacionais e multinacionais de grande porte. Facilitador de Cursos Vivenciais de Liderança, jogos de empresas, Administração participativa, relações interpessoais. Professor da FGV e do IBEMEC.

Entre os temas, foram abordados: A Recompensa e o Reconhecimento no Contexto Organizacional, O Desenvolvimento de Lideranças em Ambientes de Constante Transformação, As Transformações no Mundo do Trabalho: A CLT, as Tecnologias e as demandas Organizacionais e O RHepensar da Gestão de Pessoas: Os próximos passos, desafios e oportunidades.

O Coordenador da Comissão Especial de RH, Adm. Luiz Henriques encerrou o evento sorteando livros do Professor Bernardo Leite e brindes dentre os participantes e agradeceu a presença de todos.

I Encontro de Administradores em Vassouras

Palestra "EMPREENDER E ADMINISTRAR TAMBÉM É BRINCAR: O JOGO COMO RECURSO ORGANIZACIONAL" proferida no dia 9 de novembro na Universidade Severino Sombra na linda cidade de Vassouras.

Palestrantes: Adm. Luiz Henriques, Adm. Psi. Elioneide Venâncio e Adm. Rosangela Arruda.

Vale a pena assistir!

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=1wjeE0XAwiA

sábado, 10 de dezembro de 2011

Dia do Profissional de Recursos Humanos

Neste 10 de dezembro festejamos mais um aniversário do Dia Estadual do Profissional de Recursos Humanos do Rio de Janeiro.

A data foi estabelecida pela Lei 5.595 sancionada em 14 dezembro de 2009 pelo Governador Sergio Cabral.

O Rio de Janeiro reverencia assim aqueles(as) que atuam na área de Gestão de Pessoas nas organizações.

PARABÉNS!